sábado, 3 de setembro de 2022

Lutas de Longa distância

Como o próprio nome indica, estas lutas exigem maior distância ainda entre os envolvidos. Para isso é necessário haver algum tipo de implemento no desenvolvimento das ações, como uma espada, por exemplo. São exemplos: esgrima, kendô, algumas ações do kung fu, entre outras.


Esgrima

Esgrima é um esporte olímpico disputado com espada, florete e sabre, que tem como objetivo tocar o adversário com uma dessas armas brancas - de acordo com a modalidade da disputa - sem que haja contato corporal.

Sua origem remonta à pré-história, uma vez que a arte da caça dá indícios do que viriam a se tornar as práticas esportivas.

A esgrima começou a ser disputada nas olimpíadas em 1896, em Atenas, na primeira edição dos jogos olímpicos da era moderna.

Saiba mais sobre a esgrima:

https://www.todamateria.com.br/esgrima/

https://cbesgrima.org.br/


Kendô

O Kendo é a arte do combate com a espada, praticada não só no Japão moderno, mas também em diversos países, entre eles Coréia, Brasil, Estados Unidos – terra na qual ele se tornou muito conhecido e exercitado – e no continente europeu. Traduzindo ao pé da letra esta expressão, chega-se ao significado de ‘caminho da espada’.

A prática feudal do combate com espadas foi aprimorada ao longo de séculos pelos samurais, através de inúmeras lutas e pesquisas, compiladas no Kenjutsu, a técnica da espada, arte marcial exercitada pelos japoneses. Daí nasce o Kendo, que desenvolve o potencial orgânico e psíquico do Kendoca ou kenshi – o combatente que adota esta arte -, para que ele enfrente sem receios a imprescindível luta, não só materialmente falando, mas principalmente no que tange aos desafios morais e espirituais do cotidiano.

 Saiba mais sobre o Kendô:

https://www.infoescola.com/artes-marciais/kendo/

https://cbkendo.com.br/

 

Kung fu

O Kung Fu é a mais antiga de todas as artes marciais (externa). É originaria da China, sendo que o registro histórico mais antigo relativo ao Kung Fu data de 2674 a. C. A arte surgiu a partir da observação dos movimentos dos animais.

A história do Kung Fu é misteriosa, e mistura lendas com a realidade. A arte foi aprimorada e modificada devido às diferentes épocas e dinastias nas quais foi sendo estruturada.

Nesse contexto histórico, o Kung Fu acabou sendo aprimorado, e a partir dele foram criados inúmeros estilos.

No Kung Fu, podem ser utilizadas armas, que normalmente só podem ser usadas por aqueles que já apresentam uma boa agilidade com as mãos. São inúmeras armas, destacando-se:

Facão
San Tié Kan (três cabos ligados por correntes)
Espada Imperial (reta)
Bastão
Lança

Saiba mais sobre o Kung fu:

https://www.infoescola.com/artes-marciais/kung-fu/

https://www.cob.org.br/pt/cob/confederacoes/cbkw/

 

Kali Silat (Eskrima)

É uma arte marcial originária das Ilhas Filipinas e da Indonésia. Suas principais características consistem no desenvolvimento da agilidade, da flexibilidade e da coordenação motora do praticante. Considerada uma arte marcial de combate e de sobrevivência, o Kali Silat teve sua evolução ao logo dos séculos com grande influência na cultura social e nas tradições de boa parte das civilizações asiáticas. No passado, os ensinamentos do Silat eram transmitidos dos guerreiros mais experientes para os mais jovens, com o intuito de prepará-los para as grandes batalhas e guerras.

 

Saiba mais sobre o Kali Silat:

https://www.circulomilitarbh.com.br/portfolio/kali-silat/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eskrima




segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Lutas de média distância

Referem -se às modalidades que exigem uma maior distância entre os envolvidos em comparação com as lutas de curta distância. As ações que predominam são de toque, seja com socos ou chutes. Alguns exemplos: caratê, boxe, muay thai, taekwondo


Caratê

 Caratê é uma arte marcial de autodefesa originaria do Japão. A palavra caratê significa “mão vazia”. É uma arte marcial que ensina golpes para a autodefesa sem armas de qualquer espécie. O praticante do caratê é chamado de carateca. Os principais objetivos são: o aperfeiçoamento do caráter, e a busca por maior eficácia de todo o corpo no momento da autodefesa.


Saiba mais sobre o Caratê:

https://www.infoescola.com/artes-marciais/carate/

https://sites.google.com/site/mundodasartesmarciais/japonesas/carate


Boxe

O boxe ou pugilismo é um esporte de combate no qual os lutadores usam apenas os punhos, tanto para a defesa, quanto para o ataque. Boxeadores se trocam golpes por um tempo predeterminado em um número de rodadas (rounds ou assaltos) em uma arena elevada cercada de cordas, o Ringue. Ganha o lutador que aplica um nocaute no oponente, o árbitro declara um lutador incapaz de continuar (nocaute técnico) ou se nenhum lutador ganha e o tempo acaba, juízes decidem o vencedor baseado em vários critérios.

Saiba mais sobre o Boxe:

http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/boxe

http://maisboxe.freetzi.com/fundam.html


Muay thai

Ao longo de sua história, a Tailândia sofreu inúmeros ataques e invasões de inimigos. Para lutar contra essas investidas, os tailandeses começaram a desenvolver técnicas de luta que dariam origem ao Muay Thai.

Era praticado pelo exército e os lutadores obtinham reconhecimento social por dominar a técnica. Os reis tailandeses incentivavam e até mesmo, praticavam a arte marcial.

Ao longo da história, o Muay Thai passou por transformações, para amenizar os ferimentos causados pela intensidade da luta, algumas regras do boxe foram adotadas pelo Muay Thai, como uso de luvas, a divisão dos combates em rounds e a introdução de um árbitro central.

Saiba mais sobre o Muay thai:

https://www.esportelandia.com.br/artes-marciais/tudo-sobre-muay-thai/

https://www.significados.com.br/muay-thai/ 


Taekwondo

O Taekwondo é uma arte marcial original da Coréia, onde surgiu a mais de 2000 anos. Taekwondo significa “caminho dos pés e mãos através da mente”. O objetivo do Taekwondo é, através do treinamento, possibilitar ao praticante adquirir corpo e mente fortes e saudáveis, respeito, disciplina e humildade. O rei Ching Heung, da 24ª dinastia Silla, formou uma tropa de elite com guerreiros especialistas em combates corporais. Batizado de Hwa Rang Do, o grupo funcionava como os samurais japoneses. Além de exímios lutadores usando armas como lança, arco e flecha e espada, os integrantes dessa tropa se especializaram em artes marciais, em especial o soo bak, que utilizava amplamente os pés e as mãos.

 Saiba mais sobre o Taekwondo:

https://www.infoescola.com/artes-marciais/taekwondo/

http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/taekwondo

 

domingo, 28 de agosto de 2022

Lutas de curta distância

Nas práticas de curta distância, os golpes, as técnicas e táticas a serem empregadas exigem maior proximidade entre os envolvidos. A ação fundamental realizada é a de agarre e suas derivações (torções, chaves, imobilizações, projeções, etc.).

São exemplos de lutas de curta distância: judô, jiu-jitsu, sumô, luta olímpica (Wrestling).


Judô

O judô é uma arte marcial esportiva. Foi criado no Japão, em 1882, pelo professor de Educação Física Jigoro Kano. Ao criar esta arte marcial, Kano tinha como objetivo criar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito e mente. Esta arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno período da imigração japonesa.Teve uma grande aceitação no Japão, espalhando, posteriormente, para o mundo todo, pois possui a vantagem de unir técnicas do jiu-jitsu (arte marcial japonesa) com outras artes marciais orientais.


Mais sobre o Judô:

https://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/judo.htm

https://cbj.com.br/historia_do_judo/


Jiu-Jitsu

O Jiu-Jitsu brasileiro ou, lá fora, o Brazilian Jiu-Jitsu ou BJJ (grafado também como jujitsu ou jujutsu) é uma arte marcial de raiz japonesa que se utiliza essencialmente de golpes de alavancas, torções e pressões para levar um oponente ao chão e dominá-lo. Literalmente, jū em japonês significa “suavidade”, “brandura”, e jutsu, “arte”, “técnica”. Daí seu sinônimo literal, “arte suave”.
Sua origem secular, como sucede com quase todas as artes marciais ancestrais, não pode ser apontada com precisão. Estilos de luta parecidos foram verificados em diversos povos, da Índia à China, nos séculos III e VIII. O que se sabe é que seu ambiente de desenvolvimento e refinamento foram as escolas de samurais, a casta guerreira do Japão feudal.
A finalidade de sua criação se deu pelo fato de que, no campo de batalha ou durante qualquer enfrentamento, um samurai poderia acabar sem suas espadas ou lanças, necessitando, então, de um método de defesa sem armas. Como os golpes traumáticos não se mostravam suficientes nesse ambiente de luta, já que os samurais vestiam armaduras, as quedas e torções começaram a ganhar espaço pela sua eficiência. O Jiu-Jitsu, assim, nascia de sua contraposição ao kenjitsu e outras artes ditas rígidas, em que os combatentes portavam espadas ou outras armas.

Mais sobre o Jiu-jitsu:

https://www.graciemag.com/pt-br/historia-do-jiu-jitsu/

https://cbjj.com.br/


Sumô

O sumô é uma luta de origem japonesa, na qual dois lutadores se enfrentam em um ringue de formato circular (sem as “cordas” como as de boxe). O objetivo da luta é derrubar o adversário ou empurrá-lo para fora do ringue. Não são permitidos socos, chutes, etc. Presume-se que já existia luta de sumô por volta do século IV, já que bonecos imitando lutadores foram escavados do cemitério. No Japão o sumô é um esporte muito popular, onde os lutadores profissionais são muito famosos, mesmo porque os torneios são transmitidos inclusive pela televisão. Os torneios normalmente duram 15 dias.

 Mais sobre o Sumô:

https://www.infoescola.com/artes-marciais/sumo/

https://hajl.athuman.com/karuta/pt-BR/sports/000208.html


Luta Olímpica

Lutas misturam a força e a destreza dos atletas, em um combate entre dois adversários que têm como objetivo controlar os movimentos do rival, forçando-o a encostar suas costas no chão. O praticante precisa usar todo seu potencial físico e psicológico para conseguir sair vencedor. No programa olímpico o esporte é dividido em duas modalidades: Estilo Livre e Greco-Romano.

O termo inglês "wrestiling" dá nome ao torneio de luta olímpico, tanto na modalidade greco-romana como no estilo livre. Wrestiling quer dizer o princípio da luta: segurar, prender, imobilizar. 
Existem diferenças básicas entre o estilo livre e o greco-romano. No primeiro, é permitido utilizar e atacar as pernas, enquanto no segundo só é permitido usar o tronco, não podendo atacar ou utilizar as pernas para derrubar o adversário.

Mais sobre a Luta Olímpica:

http://cbw.org.br/modalidades/historia-da-luta-olimpica/

https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/wrestling/


Esportes de combate e artes marciais

O que são os esportes de combate?

Se enquadra como esporte de combate todas as práticas onde temos um confronto direto entre dois oponentes. Nesse caso, a prática pode ser com ou sem instrumentos.

Cada modalidade que faz parte dos esportes de combate possuem seus próprios regulamentos e regras definidos por instituições regularizadoras e específicas de cada modalidade, outro fator específico sobre esse tipo de esporte é a sua imprevisibilidade, já que, dependendo do confronto, ele pode ser mais cadenciado ou mais dinâmico. É normal termos os oponentes variando os seus estilos de luta entre mais defensivos e mais ofensivos, por exemplo. 

As principais características dos esportes de combate

Como já dito anteriormente neste texto, as diferentes modalidades dos esportes de combate possuem as suas diferentes características. Elas podem variar de acordo com alguns aspectos, como o espaço em que são praticadas, as técnicas utilizadas e os fundamentos que os praticamente se baseiam. Mas ainda assim é possível encontrarmos algumas características semelhantes que esses esportes possuem.

Essas são as principais características que causam a unificação dos esportes de combate, são elas:

  • Os combates sempre são feitos individualmente, onde o principal objetivo é superar o seu adversário com as suas habilidades;
  • Esses esportes podem ter práticas de combate de longa, média e curta distância;

  • Os combates podem utilizar instrumentos de combate, como luvas, espadas e bastões, mas também podem ser lutas corpo a corpo, sem instrumentos;
  • Os confrontos passam por uma constante mudança entre defesa e ataque, onde as técnicas são variadas para superar seu oponente;
  • Os combates têm como base técnicas de golpeamento, como desequilíbrio, toques, agarrões, contusões, imobilizações, torções e manejo de instrumentos;
  • Os lutadores precisam ter diversas capacidades de combate, como força, agilidade, habilidade, estratégia, concentração e condicionamento mental e físico.

O que são artes marciais?

As artes marciais (marcial é relativo a militar) são disciplinas físicas e mentais codificadas em diferentes graus, que tem como objetivo um alto desenvolvimento de seus praticantes para que possam defender-se ou submeter o adversário mediante diversas técnicas. Existem diversos estilos, sistemas e escolas de artes marciais. O que diferencia as artes marciais da mera violência física (briga de rua) é a organização de suas técnicas em um sistema coerente de combate e desenvolvimento físico, mental e espiritual e a prática de exercícios físicos. Na atualidade as artes marciais são praticadas por diferentes razões que incluem, esporte, saúde, defesa pessoal, desenvolvimento pessoal e em sociedade, disciplinar a mente, forjar o caráter e o crescimento da autoconfiança. É impressionante o efeito psicológico que pode causar o fato de se lutar com um adversário ao qual não tememos nem odiamos e ao final da luta confraternizar com aquele que a pouco era nosso "inimigo". Só quem já passou por essa experiência sabe o que representa.

A arte marcial faz parte do grupo de esportes de combate, ou seja, toda arte marcial é um esporte de combate, mas nem todo esporte de combate é uma arte marcial.


A imagem a baixo representa o que foi falado à cima






quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Estereótipos de gênero e esportes

O esporte e lazer são importantes dimensões para a promoção da qualidade de vida, da inclusão social, da cidadania e da saúde. Além da diversão, a prática de esportes facilita a criação de novos espaços de socialização. A Constituição Federal, inclusive, elenca o lazer como um dos direitos sociais, e aponta o dever do Estado em fomentar os esportes. Todavia, as desigualdades de gênero se expressam no acesso das mulheres no esporte, impedindo o pleno exercício de seus direitos. Durante muito tempo o esporte foi considerado um espaço masculino e, até o ano de 1979, as mulheres eram proibidas de praticar lutas e jogar futebol, uma vez que estas práticas eram consideradas incompatíveis e inadequadas para o sexo feminino. Apesar de, nas duas últimas décadas, ter aumentado significativamente o ingresso mulheres nos esportes, as diferenças entre as mulheres e os homens, principalmente no que diz respeito aos recursos destinados para a práticas desportivas femininas, ainda é uma realidade. Do mesmo modo, a visibilidade das esportistas mulheres na mídia e nos meios de comunicação ainda é bem menor que dos homens. Felizmente, as coisas estão mudando. Um exemplo ocorreu durante os Jogos Olímpicos de Londres (2012) quando, pela primeira vez, os 205 países participantes tiveram pelo menos uma mulher como parte da equipe olímpica. Outro fato que chamou atenção nestes jogos foi que as equipes da Arábia Saudita, do Catar e de Brunei tiveram, pela primeira vez, atletas mulheres em sua composição. Do mesmo modo, a delegação dos Estados Unidos teve uma maioria de mulheres entre seus membros. No total, a presença feminina nessas Olimpíadas chegou a mais de 40% dos esportistas.

Fonte:http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2015/07/valente_aula3_genero_esportes.pdf

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Grupos Alimentares

Grupos Alimentares Podemos classificar os alimentos em três grupos, de acordo com a função que eles desempenham em nosso organismo. A alimentação saudável deve incluir todos os grupos.

Alimentos energéticos – Principais responsáveis em fornecer a energia que o nosso corpo necessita para realizar suas atividades. Os alimentos energéticos funcionam como o combustível para que possamos correr, estudar, brincar, nos movimentar, e para as funções vitais como respiração, digestão e circulação. Os alimentos que fazem parte desse grupo são as raízes (aipim, inhame), batata, macarrão, arroz, pão. Esses últimos devem ser consumidos preferencialmente na versão integral, pois tem maior teor de fibras. Também estão incluídos nesse grupo os doces, chocolates e biscoitos. Entretanto como são ricos em gorduras e açúcar devem ser consumidos apenas esporadicamente.

Alimentos construtores – A principial função é atuar na construção de novos tecidos (além de formarem enzimas, anticorpos e hormônios). Por isso são especialmente importantes para crianças e adolescentes, que estão em fase de crescimento; além de auxiliar nos processos de cicatrização. Fazem parte deste grupo os alimentos de origem animal, como carne, peixe, ovos, leite, queijos, iogurte. Devemos dar preferência às carnes com baixo teor de gordura e optarmos por preparações assadas, grelhadas ou cozidas, evitando a fritura. Existem também opções de alimentos construtores de origem vegetal, como soja, feijão, grão de bico, lentilha, aveia, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas).

Alimentos reguladores – Garantem o bom funcionamento do corpo e atuam na proteção do nosso organismo contra doenças, pois auxiliam na manutenção da integridade das células. Esse grupo é representado pelas frutas e verduras, as maiores fontes de vitaminas e minerais da nossa alimentação. A falta de vitaminas e minerais na alimentação causa doenças carenciais. Devemos incluir mais desses alimentos em nosso dia-a-dia, procurando ingerir 05 porções diárias de frutas e 05 de legumes e verduras. Boas dicas são incluí-los em sucos naturais, vitaminas, como sobremesas, sanduíches, sopas, bolos, souflês, ensopados, molhos naturais, entre outros.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

A importância do aquecimento

O aquecimento é tão essencial e benéfico para quem faz exercícios, que é indispensável incorporá-lo em nossas atividades físicas. Ele evita e previne lesões graves, atuando também contra as dores no corpo.
O principal objetivo do aquecimento é preparar o organismo para o esporte, seja em treinamento, na competição ou no lazer. Existem dois tipos de aquecimento: o geral e o específico. O aquecimento geral deve possibilitar um funcionamento ativo do organismo como um todo. Para isso devemos fazer exercícios que utilizam de grandes grupos musculares. Correr é um bom exemplo.
Já o aquecimento específico utiliza exercícios específicos para uma determinada modalidade. Aqui, os exercícios devem utilizar a  musculatura exigida no esporte que será feito em seguida.

- O aquecimento específico deve ser feito após o aquecimento geral.

 O aquecimento geral
Os principais objetivos fisiológicos do aquecimento geral são: obter um aumento da temperatura corporal, da temperatura da musculatura e preparação do sistema cardiovascular e pulmonar para a atividade e o desempenho. Devemos elevar a  temperatura corporal, pois ao atingir a temperatura ideal,  as reações fisiológicas importantes para o desempenho motor ocorrem nas  proporções adequadas para aquela determinada atividade. A velocidade do metabolismo aumenta em função da temperatura, aumentando 13% para cada grau de temperatura. O aumento da irrigação dos tecidos garante um melhor suprimento de oxigênio e substratos ao tecido. Quando o metabolismo está alto, torna as reações químicas mais rápidas e mais eficientes.
No lado preventivo, o aumento da temperatura resulta em uma redução da resistência elástica e da resistência do atrito. A musculatura, os ligamentos e os tendões tornam-se mais elásticos tornando-se menos suscetíveis a lesões ou rupturas.
Há também modificações importantes nas articulações, devido a uma série de mecanismos. As articulações aumentam a  produção de líquido sinovial -o líquido que fica dentro das articulações,  tornando-se mais resistentes à pressão e a força.

Aquecimento específico
O aquecimento específico deve ser realizado após o aquecimento geral. Este tipo de aquecimento é fundamental nas modalidades esportivas  coordenativas. Consiste em exercícios que se assemelham tecnicamente aos que serão executados na atividade posterior.
Deve conter exercícios de alongamento e relaxamento que funcionam como profilaxia de lesões, além de garantir um bom alongamento da musculatura que será trabalhada.
Com exercícios direcionados aos principais grupos musculares da atividade, há um redirecionamento sanguíneo para estas regiões, tornando-as mais irrigadas e supridas de oxigênio. Isto porque o aumento da temperatura corporal não é proporcional ao aumento da temperatura muscular. Existe uma diferença na velocidade de aumento destas temperaturas.

Fatores que influenciam no aquecimento

·        Idade
  Variação do tempo e da intensidade de acordo com a idade. Quanto mais velha é a  pessoa, mais cuidadoso e gradual o aquecimento deve ser, ou seja, mais  longo.

·        Estado de treinamento
Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento.  Deve ser ajustado para cada pessoa e para cada modalidade. É indicado nunca fazer atividades ou exercícios os quais não se está acostumado.

·        Motivação
A falta de motivação reduz os efeitos do aquecimento.

·        Período do dia
Pela manhã o aquecimento deve ser mais gradual e mais longo e durante à tarde o aquecimento pode ser mais curto. Já a noite deve ter características  similares ao da manhã.

·        Modalidade esportiva
Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada. Neste ponto ainda devemos prestar atenção nas características individuais do esporte.

·        Temperatura ambiente
  Em tempos quentes o aquecimento deve ser reduzido, em dias frios ou chuvosos  o tempo do aquecimento deve ser alongado.

·        Momento do Aquecimento
  O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o inicio da atividade é de  5 a 10  minutos.

O efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45  minutos  temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso.





segunda-feira, 14 de março de 2016

Xadrez

A Origem do Xadrez   

O xadrez é um dos jogos mais complexos que o Homem já criou. Para realçar a sua complexidade é costume dizer que o número de combinações possíveis de movimentos em xadrez, supera o número de estrelas no universo.
Apesar de ser um jogo fácil de aprender a jogar de forma básica, só um grupo muito pequeno de pessoas o consegue dominar com elevada mestria e mesmo assim só após muita prática.
Esta complexidade faz-nos ficar com curiosidade sobre a sua origem, já que é evidente estar muito acima de outros jogos de tabuleiro e de todos os entretenimentos que apareceram em toda a história da humanidade.
Então quando, onde, como e por quem foi criado o xadrez? Para saber quem inventou o xadrez deve-se conhecer a sua história para mostrar o seu desenvolvimento.
A mais antiga forma de xadrez apareceu na Índia no século VI, derivado de antiquíssimo jogo hindu conhecido por “Chaturanga”, nome que aludia às quatro armas do exército indiano: elefante, cavalo, carro e infantaria.
Poderíamos então ser levados a considerar os indianos como o povo inventor do xadrez, visto que sua história começou na Índia. Isso não significa no entanto que essa forma primitiva de xadrez fosse parecida com a que jogamos hoje. De facto, pode-se perceber isso só por saber que a forma mais antiga de xadrez era jogada por quatro jogadores. Este modelo inicial no entanto introduziu as diferentes peças correspondentes às variadas posições e que o tornam um claro ancestral do xadrez moderno.
Da Índia, o referido protótipo de xadrez atingiu a Pérsia, hoje Irão. É de onde provêm os termos xeque e xeque-mate, tendo os persas modificado grandemente o jogo tornando-o mais parecido com o que jogamos hoje. Os persas podem não ser candidatos a ser o povo que inventou o xadrez mas, no entanto, contribuíram grandemente para o seu desenvolvimento por terem modificado o jogo e por serem um ponto de passagem através do qual o xadrez chegou à Europa.
Foi durante o século XIII que o xadrez ganhou uma posição firme no continente Europeu e se tornou realmente popular. Foi também nesta época que o xadrez moderno nasceu, desde as regras que conhecemos hoje, tais como a capacidade do peão ser promovido uma vez atingido o quadrado mais distante e a rainha ser a peça mais poderosa, regras que foram postas em prática em Espanha e Itália. Assim, pode-se dizer que os italianos e espanhóis foram os “criadores” do xadrez, particularmente na sua forma atual.
Tal como é jogado atualmente, o Xadrez assume um carácter Medieval. Assemelha-se à guerra convencional e a um jogo da Corte, conforme pode ser visto pelos nomes e pelo movimento das peças sobre o tabuleiro de 64 casas.
Independentemente de quem consideramos ser os seus inventores, é importante lembrar que todos estes povos contribuíram fortemente em fazer do xadrez o jogo extremamente complexo e agradável que é hoje.

O MOVIMENTO DAS PEÇAS


1- A TORRE: Peça que tem uma força não absoluta, de 5 em ataque e defesa.
Se movimenta sempre em linha reta.





2- BISPO: Peça que tem uma força não absoluta 3.
Se movimenta pelas diagonais.
Vantagem: É uma peça mais rápida pela sua elasticidade em ir e voltar. Habilidade em posições abertas.
Desvantagens: Não pula peças e só caminha pela casas da cor em que iniciou. Em posições fechadas pode ser considerado inútil.



3- O CAVALO: Peça que tem uma força não absoluta 3.
Movimenta-se em formas de "L".
Vantagem: Pula suas peças e as do oponente. Peça Relativamente rápida.
Múltiplos ataques e defesas. Habilidade em posições fechadas.
Desvantagem: Pode ficar sobrecarregada nas defesas. Cuidado é essencial.




4- DAMA: Considerada a caçadora. Força relativa de ataque e defesa 9 ou 10 .
Se movimenta em todas as direções.
Vantagem: Ataques e defesas múltiplas.
Desvantagem: Não deve ser jogada a princípio nos primeiros lances. (salvo raras exceções).






5- PEÃO: Tem valor unitário 1 em ataque e defesa.
Mas não subestime-os eles são considerados a alma do jogo de xadrez. Movimenta-se sempre na mesma coluna. Só muda de coluna quando realizar uma captura na diagonal próxima.
Vantagem: No primeiro movimento pode caminhar até duas casas. Na 8ª casa se transforma em outra peça com exceção de um novo rei.
Desvantagens: Não pula peças, não retorna, nem captura para trás.

Obs.: Seu movimento é diferente da forma de capturar.







6- O REI - Soberano e absoluto seu valor é ilimitado. 
Movimenta-se apenas uma casa pra todos os lados. Deve ser protegido a todo custo.
Vantagem : Pode realizar o roque, trocando de posição com a torre. Nos finais de partidas sua atuação é decisiva, principalmente em finais de reis e peões.
Desvantagens: Não pula peças. Movimenta-se lentamente de uma em uma casa.




Fonte: http://xadrezdecadadia.blogspot.com.br/2008/05/o-movimento-das-peas.html

Xadrez: Movimentos Especiais

ROQUE:
É o único lance que envolve o movimento de duas peças ao mesmo tempo: rei e torre. O roque tem como objetivo colocar o rei em maior segurança e uma das torres em posição mais ativa. Há dois tipos de roque: Grande (com a Torre mais distante do Rei) ou Pequeno (com a Torre mais próxima do Rei).
No roque, pequeno ou grande, o rei sempre se move duas casas na direção de uma das torres; completando o movimento, a torre salta sobre o rei e passa a ocupar a casa ao seu lado.
O roque não é permitido se:
- o rei ou a torre já tiverem sido movimentados;
- o rei estiver em xeque;
- o rei ficar em xeque ao final do movimento;
- o rei passar por uma casa dominada por peça adversária;
- houver alguma peça entre o rei e a torre.

PROMOÇÃO:
Ocorre quando um peão chega à primeira linha do adversário, devendo ser imediatamente substituído por dama, torre, bispo ou cavalo. A peça escolhida ocupara a casa em que o peão se encontrava quando foi promovido.

EN PASSANT (de passagem):
É um tipo especial de captura feita somente pelos peões brancos que estiverem na quinta linha ou pelos peões pretos que estiverem na quarta linha do tabuleiro.
Exemplo:
1. O peão preto atingiu a quarta linha e o peão branco está em sua casa inicial.
2. O peão branco salta duas casas e passa pela casa atacada pelo peão preto, marcada com um ponto.
3. O peão preto pode capturar o peão branco "en passant", deslocando-se para a casa que ele atacava como se fosse uma captura normal.
4. O peão branco foi retirado do tabuleiro.

http://www.xadrezregional.com.br/e06.html

Jogadas ensaiadas

       No jogo de Xadrez, assim como em outros esportes existem algumas jogadas ensaiadas, que não são lances mágicos, mas funcionam bem quando o adversário erra ou ainda não percebe a sua intensão.
       Segue o link de algumas dessas armadilhas:


Xeque do Louco:



Xeque Pastor:


Xeque de Legal:




sábado, 5 de setembro de 2015

Yoté

Este jogo, muito popular em toda a região oeste da África (particularmente no Senegal), é uma das melhores escolhas para a introdução do educando à cultura africana e, ao mesmo tempo, convidá-lo a desenvolver seu raciocínio e sentido de observação.

Em alguns países africanos, os jogos de estratégia, como o Yoté, estão muito ligados às tradições. As táticas de jogo são verdadeiros segredos de família, passados de geração em geração; as crianças são iniciadas ao conhecimento do jogo quando estas se mostram aptas ao raciocínio estratégico. Entre alguns povos, este jogo é reservado exclusivamente aos homens, e às vezes, é usado para resolver conflitos entre eles. Outro motivo que faz o Yoté popular, principalmente no Senegal, é o fato de que os jogadores e os espectadores fazem apostas baseadas neste jogo.

Em muitos grupos infantis, as crianças costumam traçar o tabuleiro na areia, utilizando como peças pequenos cocos, sementes, pedras ou qualquer outro recurso facilmente conseguido.

Classificado entre “os melhores jogos da infância” pelo Comitê Internacional da UNICEF, este jogo desenvolve muito a sagacidade e o sentido de observação. Com uma estrutura e regras totalmente baseados em estratégia, o Yoté incentiva o educando ao raciocínio, desde o posicionamento da primeira peça até a percepção de que se ganhou ou perdeu a partida. Vale ainda destacar a semelhança das regras do Yoté com o jogo de Damas, muito popular entre os brasileiros.


Regras do Yoté
É um jogo de confronto estratégico para 2 jogadores.
Usa-se um tabuleiro de 30 casas com 24 peças, 12 de cada cor ou tonalidade.


Objetivo: Capturar ou bloquear todas as peças do adversário.


Início da partida
Cada jogador escolhe uma cor e coloca sua reserva de peças fora do tabuleiro.
Os jogadores determinam quem começa.
Cada jogador, na sua vez, pode colocar uma peça em uma casa vazia da sua escolha, ou mover uma peça já colocada no tabuleiro.


Movimentos

As peças se movimentam de uma casa em direção a uma casa vazia ao lado, no sentido horizontal ou vertical, mas nunca na diagonal.


Captura

A captura ocorre quando uma peça pula por cima da peça do adversário, como no jogo de Damas. A peça que captura deve sair da casa adjacente à peça capturada e chegar, em linha reta, na outra casa adjacente que deve se encontrar vazia.
Além de retirar a peça capturada, o jogador retira mais uma peça do adversário de sua livre escolha. Assim, para cada captura, o jogador exclui um total de duas peças do adversário.
A captura não é obrigatória.
Caso um jogador sofra captura de uma peça e não possua outras sobre o tabuleiro, seu adversário não poderá reivindicar a outra peça a qual teria direito.


Captura múltipla

Um jogador pode capturar várias peças do adversário com a mesma peça, até que não haja mais condições de pular.
Durante a captura múltipla é obrigatório, depois de cada captura, retirar a segunda peça antes de prosseguir com outras capturas.
É permitido retirar uma peça que lhe dê condição de continuar capturando outras peças.


Final do jogo
O jogo termina quando um dos jogadores ficar sem peças ou com as peças bloqueadas.
Quando os jogadores concordam que não há mais nenhuma captura possível, vence aquele que capturou mais peças.
Se ambos os jogadores ficarem com 3 ou menos peças no tabuleiro, e não seja mais possível efetuar capturas, o jogo termina empatado.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Jogos Cooperativos


Jogos cooperativos têm por objetivo despertar a consciência de cooperação e promover efetivamente a ajuda entre as pessoas. Nele aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, e não como adversário, fazendo com que a pessoa aprenda a se colocar no lugar do outro, e não priorizar apenas o seu lado.

Jogos Cooperativos são jogos para unir pessoas, e reforçar a confiança em si mesmo e nos outros, as pessoas geralmente participam autenticamente, pois ganhar ou perder não é o que realmente importa, e sim o processo como um todo. Assim também  ajudando as pessoas a se libertarem da competição, seu objetivo maior é a participação de todos por uma meta em comum, sem agressão física, e cada um no seu próprio ritmo.

Os jogos cooperativos ajudam as pessoas a aprenderem a trabalhar em grupos, muito por não existir uma faixa etária específica em cada jogo, desde crianças até adultos. O que mais importa em jogos cooperativos é a colaboração de cada indivíduo do grupo, e o que cada um tem para oferecer no momento da atividade.

Neste tipo de jogo, é reforçada a noção de grupo, porque uma determinada tarefa é cumprida de forma mais eficaz com a ajuda dos vários elementos da equipe. Pode haver uma competição entre duas equipes ou haver apenas uma equipe.


Tipos e Categorias de Jogos Cooperativos – Terry Orlick

Terry Orlick (1989, in Brotto, 2001, p.85), após ter estudado a aplicação dos Jogos Cooperativos, classificou os Jogos Cooperativos em diferentes Tipos e Categorias, que podem facilitar sua aplicação em diferentes ambientes, especialmente naqueles onde aind aprevalece uma cultura pouco cooperativa. São eles:

1. Jogos Cooperativos sem perdedores:
Jogos plenamente cooperativos, onde todos jogam para superar um desafio comum e pelo prazer de jogar. Nesta categoria, todos os participantes fazem parte de um mesmo time e o resultado é compartilhado. Muitas vezes, são jogos onde simplesmente não existe competição, mudando a visão de que só é divertido e só tem graça quando um ganha do outro.

2. Jogos de resultado coletivo:
Jogos que permitem a existência de duas ou mais equipes, sem que haja competição entre ambas, pois os objetivos e resultados são comuns, favorecendo a cooperação dentro de cada equipe e entre as equipes. Podemos, por exemplo, dividir uma equipe de basquete em dois grupos, que se posicionam um em cada tabela e tentam converter lances livres. O resultado é a soma dos pontos dos dois grupos. Podemos estabelecer uma meta comum para a equipe. Por exemplo, o desafio será considerado superado somente quando a soma dos dois grupos for maior que 100 pontos.

3. Jogos de inversão:
Jogos onde os jogadores experimentam situações de troca entre as equipes, favorecendo a consciência de interdependência, respeito, empatia, valorização dos parceiros de jogo e diminuição da preocupação excessiva com o resultado.

Tipos de Inversão:
• Rodízio:
Os jogadores mudam de lado de acordo com situações pré-estabelecidas, como por exemplo: depois de sacar ou após a cobrança de um escanteio;

• Inversão do goleador:
O jogador que marca o ponto (gol, cesta etc.) muda para o outro time;

• Inversão de placar:
O ponto (gol, cesta etc.) conseguido é marcado para o outro time;

• Inversão total:
É uma combinação das duas inversões anteriores. Tanto o jogador que fez o ponto como o ponto conseguido, passam para o outro time.

4. Jogos Semi-Cooperativos:Jogos indicados para iniciar a aplicação dos Jogos Cooperativos, especialmente num contexto de aprendizagem esportiva. Basicamente, são jogos com estruturas competitivas que contêm elementos de cooperação, favorecendo a diminuição gradativa da competição. Dentre estes elementos, podemos citar:

• Todos jogam:
Todos que querem jogar e recebem o mesmo tempo de jogo;

• Todos tocam/Todos passam:
A bola deve ser passada entre todos os jogadores do time, para que seja validado o ponto;

• Todos marcam ponto:
Para que um time vença, é preciso que todos os jogadores tenham feito pelo menos um ponto. Dependendo do grau de habilidade do grupo, podemos considerar as tentativas que resultaram em bola na trave, aro da tabela ou um saque correto;

• Todas as posições:
Todos os jogadores passam pelas diferentes posições no jogo.

• Passe misto:
A bola deve ser passada, alternadamente, entre meninos e meninas;

• Resultado misto:
Os pontos são convertidos, ora por menino, ora por menina.

A compreensão destas diferentes categorias de Jogos Cooperativos serve, entre outras funções, para facilitar sua aplicação de forma coerente com o ritmo e as características de um determinado grupo.

Toque importante: a formação de equipes
Fábio Brotto (2001) sugere que, após a escolha do tipo de jogo que será aplicado, comecemos a criar um ambiente propício para a aceitação e não discriminação entre os participantes. Normalmente, quando propomos um jogo na escola, no clube ou mesmo na rua, jogamos o “par ou impar” e escolhemos com critérios normalmente excludentes, como por exemplo, nossos amigos mais próximos e os mais habilidosos, deixando os “piores” para o final. Recordo-me que, quando criança, os “gordinhos” só jogavam se fossem os goleiros ou então os donos da bola. Este modelo é, ainda hoje, constantemente reproduzido por muitos professores que acabam agindo de acordo com esse condicionamento. Para “abrir estas panelinhas” podemos dividir os times de uma maneira mais criativa e cooperativa, separando os jogadores pelos critérios abaixo, conforme o próprio autor nos sugere (p.88):

· Mês de nascimento: grupo do 1º trimestre, grupo do 2º trimestre e assim por diante;

· Dia de nascimento: grupo da 1º quinzena, 2º quinzena e assim por diante;

· Preferências: quem prefere tal comida de um lado e quem prefere outra de outro lado;

· Inicial do nome: de A até H de um lado e de I até O do outro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Hipóxia



Hipóxia significa diminuição do aporte de oxigênio ou baixa concentração de oxigênio nos tecidos.

A palavra "hipóxia" vem do grego

 "hypos" = pouco, escasso +  "oxis", que indica que a palavra se trata de oxigênio.

No caso estamos isolando os efeitos da hipóxia que ocorre de forma ambiental, acima de 3000 metros e seu efeitos no organismo durante atividade física.

Leiam esse texto e discutiremos em sala sua implicação.

Discussão
Somente para atletas com um nível de condicionamento bem alto torna-se significativo o treinamento em altitude como estímulo adicional, visto que a melhora no desempenho ocorre em uma porcentagem mínima.

Porém, essa melhora de 1% na capacidade de executar exercícios de características aeróbicas pode representar uma porcentagem maior do que a diferença entre o campeão e o vice de uma prova.

Na Corrida de São Silvestre de 2007 (15.000 metros) a queniana Alice Timbilili venceu com o tempo de 53:07 (minutos:segundos) seguida pela brasileira Marizete Rezende, que conseguiu a segunda colocação com o tempo de 53:36, uma diferença de tempo de apenas 0,91%. Em junho de 2008 na Maratona de Londres (42.195 metros) o queniano Martin Lel venceu com o tempo de 2:05:15 (horas:minutos:segundos), enquanto o terceiro colocado, o marroquino Abderrahim Goumri, concluiu a prova em 2:05:30, somente 0,2% a mais de tempo que o vencedor. Com a marca deste ano, Martin Lel obteve o novo recorde da prova, ficando com um tempo de apenas 0,66% a mais do que o recorde mundial em maratonas, que é do etíope Haile Gebrselassie com 2:04:26.

Portanto, diferenças mínimas no desempenho podem fazer uma enorme diferença para a carreira de atletas de elite.

Existem divergências sobre qual é o principal fator que leva a um desempenho aprimorado após um período de treinamento na altitude. Seja por aumento no número e volume das hemácias, melhora na eficiência mitocôndrial e na fosforilação das isoformas de miosina ou melhora na economia do movimento, há um consenso na literatura de que o VO2max e o rendimento de atletas após um período de treinamento em altitude são aumentados.

Viver e treinar na altitude pode ser uma alternativa viável para atletas que estão no período regenerativo, onde a intensidade do treinamento é de leve à moderada.

A exposição intermitente a hipóxia pode ser usada por atletas ou equipes cujos calendários de competição não permitem o tempo adequado de aclimatação, minimizando assim o aparecimento de possíveis complicações durante uma exposição aguda à altitude.

A permanência na altitude e o treinamento numa altitude menor parece ser o modelo ideal a ser adotado como uma alternativa de otimizar os resultados obtidos com o treinamento. De acordo com as adaptações geradas para melhorar o transporte de oxigênio, o período pré-competição seria o melhor momento para a aplicação deste método, visto que seus efeitos dissipam-se num curto espaço de tempo.

Conclusão
Um treinamento realizado de maneira correta, ao nível ideal de altitude respeitando os períodos de aclimatação, com um acompanhamento nutricional e atingindo a intensidade de treinamento adequada, certamente será um diferencial para o desempenho de atletas de endurance. Os riscos existem, mas podem ser controlados e anulados tomadas as devidas precauções.

O treinamento na altitude pode ser usado de diferentes formas, de acordo com a disponibilidade de tempo e fase de preparação. Ocorrem algumas dificuldades em comparar resultados de diferentes estudos referentes ao tema, principalmente pelo nível de altitude, tempo de exposição e acompanhamento nutricional aplicados, além da individualidade biológica que leva a grandes variações nos resultados.

A realização de estudos futuros deverá concluir se a melhora no condicionamento ocorre pelos efeitos da altitude, ou por um favorecimento genético com relação à hipóxia.

Fonte: http://www.efdeportes.com/efd129/efeitos-da-exposicao-a-altitude-no-desempenho-fisico.htm
 
Por: 
Raphael Camargo de Araújo

Exercícios Isométricos


Eles também são conhecidos como treinamento de força estática, pois envolvem ações musculares em que o comprimento do músculo não varia e não ocorre nenhum movimento visível nas articulações. O termo ‘ação estática’ é preferível a ‘contração estática’, já que para haver contração é necessário a realização de movimentos.

Os exercícios isométricos podem ser utilizados para favorecer o condicionamento de força geral e para a reabilitação, onde o fortalecimento dos músculos é possível, mesmo sem a necessidade de aplicação de tensão indevida sobre a articulação.
Benefícios dos exercícios isométricos

A desenvoltura em uma grande variedade de esportes exige força isométrica ou estática, dentre eles podemos destacar algumas escaladas, motocross, mountain bike, luta livre, esqui, ginásticas, luta livre e muito mais.

Os exercícios isométricos podem ter sua eficiência ainda aprimorada se forem complementados com ação muscular máxima, ou seja, testando sua resistência ao segurar uma carga constantemente até o momento de falha. O treinamento de força estática também pode envolver ações musculares máximas e podemos exemplificar isso ao empurrarmos o próprio corpo contra um objeto imóvel, como uma parede ou uma carga pesada. É exatamente por isso que muitos exercícios isométricos são feitos contra superfícies resistentes, como agachamentos, por exemplo.

Esses exercícios podem aumentar a força isométrica e ainda induzir à hipertrofia muscular. Na prática, os exercícios isométricos de força máxima são utilizados para aperfeiçoamento de condicionamento físico e muscular.

Embora os exercícios isométricos possam aumentar a força, eles não são a forma mais adequada de treinamento de resistência para ações dinâmicas, como corridas e saltos. A maioria dos esportes de ação dinâmica com contato direto com a natureza são feitos em máxima velocidade contra pouca ou nenhuma resistência externa, o que se tornaria incoerente, já que os exercícios isométricos não aumentam a velocidade máxima de execução, apenas fortalecem os músculos no ângulo que é formado.

Os exercícios isométricos possibilitam que ocorra o acúmulo de sangue em seus músculos, já que ocorre a sustentação estática de um peso. O alto nível de intensidade dos treinos ainda pode colaborar para que você fique mais próximo dos benefícios, mas para isso recomenda-se respeitar uma recuperação passiva, dessa forma, não realizando nenhum exercício em paralelo, respeitando o descanso do grupo muscular fadigado, não interferindo no recebimento dos nutrientes importantes para a hipertrofia.

O treino isométrico de alta intensidade pode contribuir significativamente para o aumento de força e resistência não só para levantamento de cargas, mas também para as demais atividades, já que os exercícios isométricos aprimoram o funcionamento de suas articulações para os movimentos tradicionais de cotidiano. Esses exercícios testam e preparam seu condicionamento, para que dessa forma você conte com mais fibras de resistência, melhorando o seu rendimento de um modo geral.

Para desfrutar amplamente dos benefícios oferecidos pelos exercícios isométricos, recomenda-se atentar para uma maior diversidade de contrações musculares, assim você aprimorará o estímulo sobre determinado músculo, tornando o treino muito mais eficiente.
Dicas e Diretrizes para exercícios isométricos

Os exercícios isométricos podem elevar a pressão arterial de forma significativa durante a execução do exercício.

Ao retornar ao nível de repouso, é importante atentar para os batimentos cardíacos, pois pode ser perigoso para pessoas com hipertensão ou qualquer forma de doença cardiovascular. Mesmo se você não sofrer com pressão arterial elevada, é importante respirar continuamente durante os exercícios.

Não prenda a respiração, pois isso só agravará qualquer aumento na pressão arterial.

Tal como acontece com todas as formas de exercícios, você deve primeiramente aquecer completamente, para que assim os músculos se comportem de forma adequada sob a tensão constante durante o longo período de tempo, se comparada à contração dinâmica. Tente manter um certo grau de tensão na região abdominal durante todos os exercícios isométricos, pois isso ajudará a manter uma postura correta e ainda vai ajudar no desenvolvimento de estabilidade.

De acordo com todas as informações que envolvem os treinamentos com exercícios isométricos, podemos notar que você necessitará de muito mais condicionamento para finalizar as suas séries com sucesso, por isso, é fundamental que você atente para a sua alimentação, pois é através de uma boa nutrição que você irá garantir bom rendimento nos treinos, e principalmente, uma construção de músculos saudáveis.
Duração e repetições de ações musculares

O grau de dificuldade dos exercícios isométricos varia de acordo com o comprimento de tempo que cada ação é realizada. Estudos buscam medir duas ações de maior duração, de 10 segundos ou mais, e com menos repetições (2 séries com intervalos maiores), enquanto em contrapartida há ações mais curtas, ou seja, de 2 a 3 segundos para cada uma delas, e com repetições de 6 a 8 (de 6 a 8 séries com intervalos menores), ambas com abordagens voltadas para o aumento de força estática.

Recomenda-se esses números e durações de contrações como necessários para cada grupo muscular a ser trabalhado durante o treino, assim como é praticado em treinamentos de força dinâmica tradicionais. Os exercícios isométricos multiarticulares podem ser mais adequados para iniciar os treinos, em seguida, aconselha-se praticar os exercícios com movimentos isolados.

O treinamento com exercícios isométrico com apenas um ângulo comum não aumenta a força de forma significativa e completa por todo o movimento. A fim de melhorar o seu poder dinâmico, o exercício isométrico teria que ser realizado em vários ângulos de articulação para o mesmo grupo muscular, o que tornaria o treino demorado e entediante para um atleta que já poderia estar utilizando o tempo para praticar outras modalidades de atividades.

Se você opta pelo treinamento de força estática para aumentar a força em toda a amplitude do movimento, os exercícios isométricos devem ser realizados com incrementos que podem variar de 10 a 30 segundos adicionais a cada repetição seguinte. Se você deseja se manter na mesma posição por um maior período de tempo, recomenda-se realizar ângulos estendidos, e não ângulos condizentes com flexões.

Vale lembrar que a versatilidade dos exercícios isométricos pode ser reconhecida através da possibilidade de usar contrações submáximas utilizando cargas e pesos livres, ou até mesmo com seu próprio peso corporal.